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Fobias alimentares

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Não sei nunca me aprofundei nesse assunto no blog, já falei um pouco, só que acredito que é a hora de falar um pouco de um problema que eu tive e me incomodava muito. As pessoas leigas chamariam de frescura, poucas vão entender pelo inferno que é ter fobias alimentares. Se alguém ler e se identificar to aqui pra tentar ajudar (não sou profissional, mais um ombro)

Tudo começa lá no passado na infância, era uma criança chata para comer, se não gostava da comida nenhuma pessoa me convencia de comer. Tinha um medo de ficar doente, da comida estar envenenada, contaminada e suja. Segundo familiares eu me dedicava a comer um alimento X por vez (por exemplo fase do mingau, do arroz, da batata), algumas pessoas falavam que era normal de crianças de escorpião.

Qualquer alimento que não fosse o específico ou algum conhecido me causava um enjoo de outro mundo, me sufocava naquele sofrimento, parecia que nunca ia passar, no começo tomei homeopatia e me ajudou, depois que ela parou de fazer efeito foi a fase do digesan, plasil e a pior foi a fase do dramin (mais recente).

Por alguns bons anos a minha fobia diminuiu muito, meu vegetarianismo ja me ajudava a não comer fora, ou comer coisas que confiava mais, o inferno voltou em 2007 depois de ter pego rotavirus, o medo voltou leve, mais controlável, em 2009 junto com a sindrome do pânico a fobia voltou mais forte. Os alimentos foram me dando um medo cada dia maior, tinha vergonha de falar, comer em algum lugar fora de casa era quase como uma tortura, se comia na rua não conseguia pregar o olho antes de tomar um dramin.

Cheguei a ter uma alimentação baseada em menos de 20 alimentos, quase todos carboidratos, engordei horrores, vivia triste, sentia que a comida que não fosse preparada em casa com alimentos que eu conhecia ia me matar. Depois de começar a trabalhar esse meu medo na terapia e conversando com o meu marido sempre que fosse comer fora, fui ganhando força para comer fora. O primeiro alimento total fora do padrão foi um kebab vegetariano com falafel, comia com gosto, tomei um belo dramin para me sentir bem. Sobrevivi!

Assim foi o processo, longo e demorado, mais hoje tenho orgulho de poder provar novos alimentos, conseguir comer fora e não ter que tomar nenhum remédio depois. Antes tomava uma caixa de dramin por mês e nos ultimos 6 meses se tomei 1 caixa e meia foi muito (não sou viciada em remédio, só usava o dramin como muleta para o medo). 

Acredito que uma pessoa possa se curar desse tipo de fobia, em especial com ajuda profissional e apoio das pessoas queridas. Se eu consegui nada te impede de conseguir!

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Sobre Marilia Jorge

Comida é vida, cozinhar uma paixão, logo cedo já demonstrava minha paixão, que com a idade vem aumentando. Dentro da cozinha entre panelas, formas e colheres de pau me sinto em casa. Ver um bolo crescendo faz meus olhos brilharem e nada como um bom cacau belga ou baunilha bourbon para abrir o apetite!

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